JOAQUIM TRIGUEIROS MARTEL
(1801-1873)
1.º Visconde de São Tiago
1.º Conde de Castelo Branco
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Joaquim Trigueiros Martel (1801-1873),
1.º Conde de Castelo Branco
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Joaquim Trigueiros Martel (1801-1873), 1.º Conde de Castelo Branco. (Armas: 1.º - REGO, 2.º - TRIGUEIROS, 3.º - MARTEL, 4.º - PEREIRA. |
1. JOAQUIM TRIGUEIROS MARTEL (1801-1873), 1.º Visconde de São
Tiago por decreto de 20-X-1862, 1.º Conde de Castelo Branco por de-
creto de 24-V-1870 e carta régia de 3-VI-1870.
Nasceu a 22-X-1801 em Idanha-a-Nova onde foi baptizado a 29-X,
apadrinhado por Joaquim José Goulão, capitão-mor de Ordenanças,
e por D. Leonor Doroteia. Faleceu a 17-VIII-1873 na sua casa da Rua
do Poço das Covas em Castelo Branco (que fora dos Pestanas), na
qual estava em uso da licença militar como general comandante da
1.ª Divisão Militar.
Em 1828 residia no Solar dos Goulões em Alcains (actual Museu do
Canteiro), quando este foi atacado por forças populares radicais li-
gadas ao Vintismo.
Também residiu em Castelo Branco no solar que é hoje a sede da
Câmara Municipal e foi dos viscondes de Oleiros.
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João José Martins Pereira do Rego Goulão, 1821. (1.º - PEREIRA, 2.º - REGO) |
Neto paterno de JOSÉ MARTINS PEREIRA GOULÃO (n.
1725), nascido a 6-VIII-1758 em Castelo Branco, capitão-mor das Ordenanças de
Castelo Branco, casado a 12-VII-1756 com D. JOANA BERNARDA DO REGO TELES
CARMONA.
Neto materno de JERÓNIMO TRIGUEIROS MARTEL
REBELO LEITE (1716-1792)[3],
capitão do Terço de Infantaria Auxiliar de Castelo Branco e proprietário, natural
de Idanha-a-Nova onde nasceu a 30-IX-1716 e onde faleceu a 12-III-1792, e das
suas segundas núpcias aí celebradas a 17-IV-1762 com D. MARIA ANGÉLICA MARQUES
GOULÃO (1725-1790), também aí nascida a 19-XII-1725 e falecida a 16-V-1790,
ambos sepultados no convento de Santo António, hoje propriedade particular.
Seu
avô materno JERÓNIMO era filho de SIMÃO REBELO MARTEL (1660?-1722), natural do
Porto, foi nomeado “escrivão do judicial de Juiz de Fora do Porto” por
carta de 19-I-1689[4],
cidade da qual também foi sargento-mor de Ordenanças e, posteriormente,
sargento-mor da Cavalaria de Penamacor, tomado então parte na Guerra da
Sucessão em Espanha e por isso «fora na expedição da Guerra da Catalunha
[1707-1712]» segundo consta da justificação de nobreza de seu filho, tendo
casado com D. ISABEL TRIGUEIROS DA COSTA (1688-1768), baptizada a 13-XI-1688 em
Idanha-a-Nova; e sua avó materna MARIA
ANGÉLICA era filha de DOMINGOS AMBRÓSIO (n. 1707), sargento-mor das Ordenanças
de Idanha-a-Nova, onde nasceu a 8-VIII-1707, casado a 21-I-1725 em Escalos de
Cima no concelho de Castelo Branco com com D. MARIA MARQUES GOULÃO (n. 1697),
nascida a 23-IV-1697 em Escalos de Cima, Castelo Branco.
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Castelo Branco, Solar do Visc. de Oleiros (actual Câmara Municipal) |
Alcains, Solar dos Goulões. (actual Museu do Canteiro) |
Pelas suas convicções liberais, foi
forçado a emigrar para Inglaterra através da Galiza, e depois para a Ilha
Terceira, onde se reuniu ao exército liberal para se incorporar nas forças
militares de D. Pedro.
Como militar foi um dos heróis da Causa
Liberal, tendo desembarcado com o exército libertador em Pampelino, próximo da
Praia do Mindelo.
Distinguiu-se pela sua bravura militar em
diversos recontros: na batalha de Almoster a 18-II-1833; na batalha de
Asseiceira a 18-V-1833, na qual, após uma carga que efectuou sobre três
esquadrões de cavalaria inimiga, aprisionou por esse golpe toda a artilharia
das forças contrárias; assim como na Acção de Pernes a 30-I-1834, em que carregou vitoriosamente com o esquadrão do seu comando sobre o qua-
drado de
infantaria das forças contrárias.
Castelo Branco, Rua do Poço das Covas; casa do Conde de Castelo Branco. |
Em 1837, durante a Revolta dos Marechais (12-VIII-1837) –
contra o governo saído da Revolução de Setembro que substituiu a Constituição de
1822 pela Carta Constitucional de 1826 (autorgada por D. Pedro IV) – seguiu o partido destes e foi separado do serviço em virtude da
Convenção de Chaves. Com as mudanças subsequentes regressou ao serviço,
retomando a carreira militar.
Comandou as divisões militares de Lisboa,
Estremoz, e Castelo Branco, até que no dia 2-V-1844 foi decretado que o Regimento
de Cavalaria nº 8 em Castelo Branco ficasse sob o seu comando sendo então
edificado por sua iniciativa o novo Quartel de Cavalaria no Largo da Devesa
desta última cidade. Foi promovido a General de Brigada em 1870, e em 1872
deixou por doença o comando da 1.ª Divisão Militar.
Possuía várias condecorações: era gran-cruz
da Ordem Militar de São Bento de Avis; comendador da Ordem de Nossa Senhora da
Conceição de Vila Viçosa; oficial da Ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade
e Mérito; medalha das Campanhas da Liberdade, n.º 9; medalhas de ouro, de Valor
Militar, Bons Serviços, Comportamento Exemplar. Tinha ainda as condecorações
espanholas de grã-cruz da Ordem de Carlos III, e comendador da Real Ordem de
Isabel a Católica.
Casou a 4-VII-1834 com sua prima D. MARIA
JOSÉ PESTANA GOULÃO (n. 1803), nascida a 15-XI-1803 em Sarnadas do Ródão, concelho
de Vila Velha de Ródão.
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Niza, Monte Claro; Casa da Família Pestana. |
Tiveram (2):
2. JOAQUIM TRIGUEIROS PESTANA MARTEL
(1835-1911), nascido a
30-VII-1835 no Solar dos Goulões em Alcains, concelho de Castelo
Branco, onde foi baptizado 23-VII-1835 na Igreja de Nossa Senhora da
Conceição, tendo por padrinhos José Pedro Dias Pestana, natural de
Monte Claro, por procuração ao reverendo João Pereira Goulão, e por
D. Mariana Bárbara Trigueiros. Grande proprietário agrícola, formado
em Direito pela Universidade de Coimbra em 1857, foi vereador da Câ-
mara Municipal de Castelo Branco em 1876-77, presidente da Junta
Geral do Distrito em 1883, e governador civil de Castelo Branco de
1890 a 1893.
Par do Reino a 27-III-1874, não se encartou no título de seu pai por
não ter tido geração do seu casamento.
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Joaquim Trigueiros Pestana Martel
(1835-1911).
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30-VII-1835 no Solar dos Goulões em Alcains, concelho de Castelo
Branco, onde foi baptizado 23-VII-1835 na Igreja de Nossa Senhora da
Conceição, tendo por padrinhos José Pedro Dias Pestana, natural de
Monte Claro, por procuração ao reverendo João Pereira Goulão, e por
D. Mariana Bárbara Trigueiros. Grande proprietário agrícola, formado
em Direito pela Universidade de Coimbra em 1857, foi vereador da Câ-
mara Municipal de Castelo Branco em 1876-77, presidente da Junta
Geral do Distrito em 1883, e governador civil de Castelo Branco de
1890 a 1893.
Par do Reino a 27-III-1874, não se encartou no título de seu pai por
não ter tido geração do seu casamento.
Casou a 24-I-1874 com D. MARIA ROSALINA DE
ALBUQUERQUE MESQUITA PAIVA E CASTRO (1850-1922), nascida a 24-III-1850 e
falecida em 1922.
Sua mulher era quarta filha de FRANCISCO
REBELO DE ALBUQUERQUE MESQUITA E CASTRO (1815-1871), 2.º Visconde de Oleiros, formado
em Direito, governador civil de vários distritos administrativos,
comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição, e valoroso militar, casado a
14-VII-1836 com D. ANTÓNIA MARIA DE PAIVA E ALBUQUERQUE (n. 1815), nascida em
Macau; neta paterna de FRANCISCO DE ALBUQUERQUE PINTO CASTRO NÁPOLES (1778-1858),
1.º Barão e 1.º Visconde de Oleiros, coronel de milícias, senhor dos morgados
de Oleiros e Alcains, casado a 27-IX-1809 com sua mulher D. MARIA GUADALUPE
PEREIRA FORJAZ DE MESQUITA COUTINHO BARRETO DA FONSECA (1793-1856), filha única
de DIOGO DA FONSECA BARRETO DE MESQUITA COUTINHO (c. 1750), fidalgo da Casa
Real, capitão-mor de Castelo Branco, senhor da Casa e Quinta da Devesa em
Castelo Branco, que é actualmente sede dos Paços do Concelho; neta materna de FRANCISCO
JOSÉ DE PAIVA, comendador da Ordem de Cristo, e sua mulher de D. INÁCIA
VICENCIA MARQUES. Não teve geração.
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Oleiros, Casa do Visconde de Oleiros. |
2. JOÃO PEREIRA TRIGUEIROS PESTANA MARTEL
(1837-1892) nasceu a 18-IX-1837. Foi aspirante da Arma de Cavalaria, da qual
deu baixa em consequência de ter cegado. Faleceu solteiro.
♦
SIMÃO VALDEZ TRIGUEIROS MARTEL
(1879-1946)
2.º Conde de Castelo Branco
- // -
JOÃO FILIPE INFANTE DA CÂMARA TABORDA VALDEZ
TRIGUEIROS MARTEL
(1900-1958)
3.º Conde de Castelo Branco
- // -
D. MARIA JOÃO REMUS TRIGUEIROS MARTEL
(n. 1942)
4.ª Condessa de Castelo Branco
- // -
1. SIMÃO VALDEZ TRIGUEIROS MARTEL (1879-1946), 2.º Conde de Castelo Branco, por sucessão de seu
tio-avô Joaquim Trigueiros Martel (1801-1873) e autorização de D. Manuel II pouco antes de morrer[5].
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Casa do 2.º Conde de Castelo Branco, Rua de são bento, 26, Lisboa. |
no troço final da Rua de São Bento, n.º 26, perto da Rua do Poço dos
Negros, em Lisboa.
O brasão de armas que usou é esquartelado de PEREIRA, MARTEL,
TRIGUEIROS e REGO, e encontra-se a encimar um portão que fecha
o arco de acesso às traseiras de um prédio de rendimento onde teve
uma sua moradia, na Rua D. Pedro V, n.º 56, em Lisboa.
Engenheiro Civil e de Minas pela Escola do Exército, era cavaleiro da
Ordem de Cristo e comendador da Ordem da Instrução Pública da
Venezuela.
Tomou parte activa na política monárquica dos primeiros anos da
República, o que lhe valeu perseguições e o exílio.
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Casa do 2.º Conde de Castelo Branco. Brasão esquartelado: 1.º- PEREIRA, 2.º- MARTEL, 3.º- TRIGUEIROS, 4.º- REGO. |
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Lisboa, Rua D. Pedro V; casa do 2.º Conde de Castelo Branco. |
Era filho JOÃO CAMPELO TRIGUEIROS MARTEL (1850-1896),
proprietário, nascido a 5-XII-1850,
falecido em 1896, casado a 5-XII-1870 com
D. MARIA HENRIQUETA MASCARENHAS GODINHO
VALEZ (1855-1918)[6],
nascida a 9-XI-1855 em Lisboa, cidade onde veio a falecer a 26-XII-1918.
Era neto paterno de SIMÃO TRIGUEIROS
DO REGO MARTEL (n. 1807), o qual casou em 1848 no
Oratório da Quinta da Francelha em Sacavém, concelho de Loures, com D. HENRIQUETA JÚLIA
CAMPELO,
filha de Ângelo José da Costa Campelo e de D. Mariana Vitória de
Freitas.
Seu
avô SIMÃO – irmão de Joaquim, 1.º conde
de Castelo Branco – era um dos filhos de João
José Martins Pereira do Rego Goulão (n.
1758), e de D. Maria Antónia Trigueiros Martel Rebelo
Leite (n. 1770); e neto
paterno de José Martins Pereira Goulão (n. 1725), capitão-mor das Orde-
nanças de
Castelo Branco, o qual casou a 12-VII-1756 com D. Joana Bernarda do Rego Teles
Carmona [7] .
Neto materno de MANUEL GODINHO TRAVASSOS
VALDEZ (c. 1810), fidalgo cavaleiro da Casa
Real, tenente-coronel de Cavalaria,
senhor do morgado da Quinta da Flandes e dos vínculos do
Anjo e do Mosquete, em
Pombal, que foi casado com D. MARIA MADALENA MASCARENHAS
VALDEZ DE MANCELOS (1813-1886), nascida a 30-III-1813 em Pombal, falecida a 6-VIII-1886 em
Lisboa;
neta materna de Manuel Caetano Mascarenhas de Mancelos (1766-1822), alcaide-mor do
Crato, nascido a 18-XI-1766 em Pombal, falecido a 25-III-1822 em Lisboa, cidade onde casou a
26-V-1787 na capela de Nossa Senhora do Cardal com D. Ana Leonor de Vasconcelos Sousa
Godinho Valdez (1775-1839), nascida a 25-II-1775 em
Pombal, e falecida a 9-IX-1839 em Lisboa.
SIMÃO VALDEZ consorciou-se a 28-XII-1899 com D.
MARIA EMÍLIA INFANTE DA CÂMARA TABORDA
(1880-1955), natural de Lisboa,
falecida a 7-X-1955.
D. MARIA EMÍLIA era filha de NUNO BENTO DE BRITO TABORDA (c. 1850), coronel de
Engenharia pela
Escola do Exército, e de sua mulher D. MARIA HENRIQUETA INFANTE DA CÂMARA (c. 1855); neta pater-
na de NUNO AUGUSTO DE BRITO HOMEM FERREIRA TABORDA e de D. GEORGINE DE THIERRY, a qual
por sua vez era filha de CHARLES JOSEPH, Barão de Thierry, e de D. Marie Caroline de Frotté
Battier de
Laville; neta materna de Emilio Infante da Câmara (1799-1875),
nascido em São Vicente do Paul, Santarém,
casado a 21-II-1851 em Lisboa com D.
Emília Mac-Mahon Garrido de Cesan (n. 1825).
Tiveram:
2. JOÃO FILIPE INFANTE DA CÂMARA TABORDA
VALDEZ TRIGUEIROS MARTEL (1900-1958), 3.º Con-
de de Castelo Branco, que segue.
2. JOÃO FILIPE INFANTE DA CÂMARA TABORDA VALDEZ TRIGUEIROS MARTEL (1900-1958), 3.º Conde
de Castelo Branco (Alvará
do Conselho de Nobreza de 30-III-1951). Nasceu a 1-XII-1900 em Lisboa, cida-
de
onde faleceu a 5-XII-1958.
Engenheiro
Agrónomo, director da Fábrica Portuguesa de Fermentos Holandeses da Cruz
Quebrada, foi
comendador da Ordem de Orange e Nassau (Holanda).
Casou a 8-X-1941 em Lisboa com D. MARIA
VICENTA REMUS CAPELLA (n. 1910), nascida a 28-V-1910
na Catalunha, Espanha,
filha de Luís Rémus natural de Espanha, e de sua mulher D. Agustina Capella.
Tiveram
(2):
3. D.
MARIA JOÃO REMUS TRIGUEIROS MARTEL (n. 1942), que segue abaixo.
3. D.
ISABEL TERESA GEORGIANA REMUS TRIGUEIROS MARTEL (1944-1969), nascida a
11-VI-1944
em Lisboa, e falecida a 26-X-1969 em Santarém.
3. D. MARIA JOÃO REMUS TRIGUEIROS MARTEL (n.
1942), 4.ª Condessa de Castelo Branco (Alvará do Concelho de Nobreza de
8-V-1987), 2.ª Viscondessa de Abrançalha (Alvará de 15-XII-1992). Nasceu
a 24-IX-1942 em Lisboa.
É Senhora da Quinta da Sobreira em Val Figueira, concelho de Santarém, actualmente vocacionada para o turismo rural.
Casou a 4-IV-1964 em Vale de Figueira com seu primo JOÃO JOSÉ GUSTAVO SCHENYZER FRANCO FRAZÃO (1932-1995), 4.º Conde de Penha Garcia (Alvará do Conselho de Nobreza de 24-IV-1979). Nasceu a 3-IX-1932, tendo falecido a 24-IV-1995 em Vale de Figueira, Santarém.
Seu marido era filho de JOÃO VALDEZ PENALVA FRANCO FRAZÃO (1901-1977), 3.º Conde de Penha Garcia, nascido a 16-VII-1901, falecido a 17-I-1977, engenheiro Electrotécnico pela Universidade de Zurique, casado em 1929 com D. NESY SCHENYZER (n. 1905), nascida a 4-XII-1905 em Zurique, na Suiça; neto paterno de JOSÉ CAPELO FRANCO FRAZÃO (1872-1940), 1.º Conde de Penha Garcia, casado a 1-V-1898 com D. EUGÉNIA MARIA VALDEZ PENALVA (1876-1931), nascida a 31-VII-1876, falecida a 2-VII-1931 em Paris, a qual era filha de José Rodrigues Penalva (1811-1881), 1.º Visconde de Penalva de Alva; e neto materno de GUSTAFE WILHELM SCHENYSER (c. 1880), casado com D. AGNES EMILIE LOUISE GESTER VON KOEPF (c. 1880).
Tiveram:
4. JOÃO FILIPE TRIGUEIROS DE MARTEL FRANCO FRAZÃO (n. 1965), 5.º Conde de Penha Garcia
(Alvará do Conselho de Nobreza de 21-XII-1998), nascido a 26-I-1965 em Lisboa.
Casou duas vezes.
As primeiras núpcias foram com D. PALOMA GÁLVEZ GONÇALVES, filha de Eduardo Frick Gonçal-
ves, nascido em Lisboa, casado a 1-IX-1962 de D. Alicia Galvez Petersen (n. 1940), natural de Mála-
ga, Espanha.
As segundas núpcias foram com D. TERESA VITÓRIA MALHEIRO DE VILHENA CORTE-REAL
(n. 1968), nascida a 5-VI-1968.
Filhos do 1.º casamento:
5. D. INÊS FRANCO FRAZÃO.
5. JOSÉ FRANCO FRAZÃO.
Filhos do 2.º casamento:
5. MARIA CORTE-REAL FRANCO FRAZÃO (n. 2000), nascida a 6-XII-2000 na freguesia das Mer-
cês em Lisboa.
5. DUARTE CORTE-REAL FRANCO FRAZÃO (n. 2003) nascido a 18-VIII-2003, na freguesia de
Santa Isabel em Lisboa.
4. MIGUEL TRIGUEIROS DE MARTEL FRANCO FRAZÃO (n. 1966), nasceu a 24-II-1966 em Lisboa.
Casado.
4. D. INÊS TRIGUEIROS DE MARTEL FRANCO FRAZÃO (n. 1967), nasceu a 8-XII-1967 em Luanda,
Angola. Casada.
4. TIAGO TRIGUEIROS DE MARTEL FRANCO FRAZÃO (n. 1976), nasceu a 21-XII-1976 em Portalegre,
no Brasil. Casado com D. SARA GALVÃO COSTA.
Tiveram:
5. FRANCISCA GALVÃO DA COSTA FRANCO FRAZÃO (n. 2005), nasceu a 3-VII-2005.
5. VASCO GALVÃO DA COSTA FRANCO FRAZÃO (n. 2007), nasceu a 24-X-2007.
4. D. MAFALDA TRIGUEIROS DE MARTEL FRANCO FRAZÃO (n. 1982), nasceu a 6-IV-1982.
___________
Notas:
É Senhora da Quinta da Sobreira em Val Figueira, concelho de Santarém, actualmente vocacionada para o turismo rural.
Casou a 4-IV-1964 em Vale de Figueira com seu primo JOÃO JOSÉ GUSTAVO SCHENYZER FRANCO FRAZÃO (1932-1995), 4.º Conde de Penha Garcia (Alvará do Conselho de Nobreza de 24-IV-1979). Nasceu a 3-IX-1932, tendo falecido a 24-IV-1995 em Vale de Figueira, Santarém.
Seu marido era filho de JOÃO VALDEZ PENALVA FRANCO FRAZÃO (1901-1977), 3.º Conde de Penha Garcia, nascido a 16-VII-1901, falecido a 17-I-1977, engenheiro Electrotécnico pela Universidade de Zurique, casado em 1929 com D. NESY SCHENYZER (n. 1905), nascida a 4-XII-1905 em Zurique, na Suiça; neto paterno de JOSÉ CAPELO FRANCO FRAZÃO (1872-1940), 1.º Conde de Penha Garcia, casado a 1-V-1898 com D. EUGÉNIA MARIA VALDEZ PENALVA (1876-1931), nascida a 31-VII-1876, falecida a 2-VII-1931 em Paris, a qual era filha de José Rodrigues Penalva (1811-1881), 1.º Visconde de Penalva de Alva; e neto materno de GUSTAFE WILHELM SCHENYSER (c. 1880), casado com D. AGNES EMILIE LOUISE GESTER VON KOEPF (c. 1880).
Tiveram:
4. JOÃO FILIPE TRIGUEIROS DE MARTEL FRANCO FRAZÃO (n. 1965), 5.º Conde de Penha Garcia
(Alvará do Conselho de Nobreza de 21-XII-1998), nascido a 26-I-1965 em Lisboa.
Casou duas vezes.
As primeiras núpcias foram com D. PALOMA GÁLVEZ GONÇALVES, filha de Eduardo Frick Gonçal-
ves, nascido em Lisboa, casado a 1-IX-1962 de D. Alicia Galvez Petersen (n. 1940), natural de Mála-
ga, Espanha.
As segundas núpcias foram com D. TERESA VITÓRIA MALHEIRO DE VILHENA CORTE-REAL
(n. 1968), nascida a 5-VI-1968.
Filhos do 1.º casamento:
5. D. INÊS FRANCO FRAZÃO.
5. JOSÉ FRANCO FRAZÃO.
Filhos do 2.º casamento:
5. MARIA CORTE-REAL FRANCO FRAZÃO (n. 2000), nascida a 6-XII-2000 na freguesia das Mer-
cês em Lisboa.
5. DUARTE CORTE-REAL FRANCO FRAZÃO (n. 2003) nascido a 18-VIII-2003, na freguesia de
Santa Isabel em Lisboa.
4. MIGUEL TRIGUEIROS DE MARTEL FRANCO FRAZÃO (n. 1966), nasceu a 24-II-1966 em Lisboa.
Casado.
4. D. INÊS TRIGUEIROS DE MARTEL FRANCO FRAZÃO (n. 1967), nasceu a 8-XII-1967 em Luanda,
Angola. Casada.
4. TIAGO TRIGUEIROS DE MARTEL FRANCO FRAZÃO (n. 1976), nasceu a 21-XII-1976 em Portalegre,
no Brasil. Casado com D. SARA GALVÃO COSTA.
Tiveram:
5. FRANCISCA GALVÃO DA COSTA FRANCO FRAZÃO (n. 2005), nasceu a 3-VII-2005.
5. VASCO GALVÃO DA COSTA FRANCO FRAZÃO (n. 2007), nasceu a 24-X-2007.
4. D. MAFALDA TRIGUEIROS DE MARTEL FRANCO FRAZÃO (n. 1982), nasceu a 6-IV-1982.
___________
Notas:
[1] IANTT, Cartório da Nobreza,
Livro I,
fl. 63 v.
[2] O Solar dos Goulões, classificado
como imóvel de interesse público, uma das habitações dos primeiros
Condes de Castelo Branco, tem anexo uma capela fundada na primeira metade do
século XVIII que já foi conhecida por diversos nomes. A saber: Capela de Nossa
Senhora da Piedade, do Senhor das Chagas (devido a uma imagem religiosa que
sangrou milagrosamente por diversas vezes em 1722), e actualmente como Capela
de São Brás. Deve-se a sua construção à iniciativa, expressa em testamento por
D. Manuel Sanches Goulão (1677-1719), 6.º bispo de Meliapor em 1717, que
faleceu num naufrágio junto ás ilhas de Angoxa, deixando várias fazendas
vinculadas para sustento da citada capela e de um Hospital anexo que ainda
funcionou por alguns anos. Nesta capela foram baptizadas, casaram, e estão
sepultadas, sucessivas gerações de Goulões nascidas a partir de 1733. Encimando
a porta principal podemos ainda ver esculpida uma mitra alusiva ao bispo que a
fundou D. Manuel Sanches Goulão, filho de primeiro matrimónio de José Martins
Goulão (1647-1716), sargento-mor das Ordenanças de Castelo Branco, com D. Maria
Gonçalves (f. 1679).
[3] No processo de Justificação de seu filho
aparece também com o nome completo de Jerónimo Trigueiros Martel Toscano Silva.
[4] ANTT, Registo Geral de Mercês, D.Pedro
II, Liv. 5, fl. 18v.
[5] O título foi-lhe renovado pela da Comissão
de Renovação e Registo de Mercês de 1933.
[6] Pertencia à família de José Lúcio Travassos
Valdez (1787-1860), 1.º Conde de Bonfim, natural de Elvas, casado com sua prima
D. Jerónima Emília Godinho Valdez (1790-1862), natural de Elvas. Brasão de
armas: Escudo esquartelado de ARAÚJOS, TRAVASSOS, GODINHOS e VALDEZ.
[7] José Martins Pereira Goulão (n. 1725) e
Joana Bernarda do Rego Teles Carmona, tiveram: 1. João José, já mencionado; 2.
Manuel Bernardo, cónego da Sé da Guarda; 3. Joana Doroteia de S. Paulo Goulão
(1764-1814), casada com António Joaquim Pestana (1764-1846), sargento-mor das
Ordenanças de Vila Velha de Ródão, proprietário c.g.; 4. Joaquim José,
capitão-mor das Ordenanças de Castelo Branco, em cuja Câmara foi vereador em
1810, 1815, 1819 e 1824; 5. Domingos do Rego, religioso da Ordem de Santo
Agostinho; 6. Leonardo António, cónego regular de Santo Agostinho.
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