2016-02-24

Teles Trigueiros, Geraldes de Melo Trigueiros, e Melo Goulão (Idanha-a-Nova, 1850) - Descendência dos Trigueiros


12ª Geração de
D. MARIA TRIGUEIROS, casada com LUÍS ÁLVARES[1], escrivão dos Órfãos de Idanha-a-Nova, pais de D. MARIA FERNANDES TRIGUEIROS, natural de Idanha-a-Nova, casada com PEDRO ALEIXO «o Velho» (c. 1637) que «foi Juiz por três ou quatro vezes nesta Villa e Capitão da ordenança nella»[2], filho de Aleixo Pires e de D. Inês Gonçalves, todos naturais de Idanha-a-Nova.


José de Melo Geraldes Cajado (1852-1904)
Maria do Carmo Teles Trigueiros (f. 1936)



















12.     D. MARIA DO CARMO TELES TRIGUEIROS (f. 1936), nasceu em Aldeia Nova do Cabo, no
         concelho do Fundão, e faleceu em 1936 em Idanha-a-Nova.
         Era filha do juiz desembargador João Teles Trigueiros (1822-1886), nascido a 20-3-1822 em
         Escalos de Baixo, no concelho de Castelo Branco, e falecido a 19-IX-1886 na sua casa do
         Largo do Calvário em Aldeia Nova do Cabo, no concelho do Fundão, o qual casou a a 26-VIII-
        -1850 em Escalos de Baixo com D. Carolina Cândida Geraldes de Melo (1837-1915), nascida a
        18-I-1836 em Almeida, e falecida a 18-II-1915 na sua casa da Rua do Eiró em Escalos de Baixo
         onde foi sepultada.
        Neta paterna de Nicolau Teles Nunes Guedelha (1788-1862), nascido a 7-X-1788 na freguesia de Escalos de Baixo, concelho de Castelo Branco, onde faleceu a 18-IX-1862, proprietário e capitão do Regimento de Milícias de Idanha-a-Nova, e de sua mulher D. Mariana Bárbara Trigueiros Martel (1794-1880)[3], que nasceu a 5-II-1794 em Idanha-a-Nova, onde foi baptizada a 17-3-1794, tendo falecido já viúva aos 87 anos de idade a 16-XI-1880 na freguesia de Escalos de Baixo, no concelho de Idanha-a-Nova, onde foi sepultada no cemitério público, tendo feito testamento e deixando cinco filhos.
      Cemit.de Idanha-a-Nova,
                 Jazigo
     «José de Melo Geraldes»
         Neta materna de José António Geraldes de Melo Coutinho (f. 1841)[4],
         tenente do Regimento de Infantaria n.º 21 (1833) que à data do nas-
         cimento da filha se encontrava a prestar serviço na Divisão Auxiliar
    a Espanha, e era natural de Aldeia Nova do Cabo, concelho do Fundão, tendo falecido solteiro a 12-VII-1841 em Castelo Branco, em cujo cemitério jaz, e de D. Maria da Encarnação dos Anjos, natural do Porto.
         Casou na Igreja de Santa Cruz em Coimbra, com seu primo JOSÉ DE
         MELO GERALDES CAJADO (1852?-1904), proprietário em Idanha-a-
         -Nova, nascido por volta de 1852, e falecido a 9-I-1904 em Idanha-a-
         -Nova, onde foi sepultado no cemitério público, num jazigo armoriado
         de GERALDES e MELO[5]
             Joaquim Cajado Geraldes
de Melo (1813-1887)
          Seu marido era filho de Joaquim Cajado
Geraldes de Melo (1813?-1887), proprietário,
nascido por volta de 1813 em Idanha-a-Nova,
onde faleceu a 15-II-1887 na Rua da Praça,
casado a 28-IX-1843 em Idanha-a-Nova com D. Antónia Ludovina Leitão (1816-1892)[6], proprietária, nascida em 1816 em Pedrógão Pequeno, Sertã, e falecida a 16-VI-1892 na Rua da Praça em Idanha-a-Nova; e irmão de Francisco de Melo Geraldes Cajado (1844-1851), nascido em 1844 em Idanha-a-Nova, onde veio a falecer a 25-VIII-1851; e de D. Maria Margarida de Melo Geraldes Cajado (1855-1888), casada nas primeiras núpcias de seu primo José Maria Teles Trigueiros de Melo (n. 1854). Neto paterno de Francisco António de Paula Geraldes de Melo Coutinho (c. 1805), casado a 1-XII-1805 em Idanha-a-Nova com sua tia D. Maria Margarida Geraldes de Melo Coutinho (n. 1775)[7], nascida a 27-XI-1775 em Idanha-a-Nova, onde eram moradores.
         Tiveram:
          Maria do Carmo Teles Trigueiros
(f. 1936),
e filhos: Maria Isabel (n. 1874),
Maria Angélica (f. 1927),
Margarida (f. 1918),
Francisco (1875-1945)
13.      D. MARIA ANGÉLICA DE MELO TRIGUEIROS
(c. 1927)Casou com FIRMINO ALVES PEREIRA.
Residiu em Penamacor.
13.      JERÓNIMO.
13.      D. MARIA ISABEL DE MELO GERALDES (n. 1874),
nasceu a 29-VII-1874 em Idanha-a-Nova onde casou
26-XI-1896 nas segundas núpcias de seu tio materno
JOSÉ MARIA TELES TRIGUEIROS DE MELO (n. 1854).
Tiveram geração.
13.      FRANCISCO DE MELO TRIGUEIROS (1875-1945),
nascido a 21-XI-1875 em Idanha-a-Nova, onde veio a
falecer a 8-X-1945. Casou a 29-XI-1941 com D. MARIA
JOSÉ DE AZEVEDO, natural de Pedrógão.
13.      D. MARGARIDA DE MELO GERALDES TRIGUEIROS
(f. 1918), falecida a 6-XI-1918 em Castelo Branco. Casou com JAIME DE MATOS CALDAS E QUADROS.
Tiveram:
14.     LUÍS DE QUADROS, licenciado em Direito.
13.    JOAQUIM DE MELO GERLADES (n. 1877) que nasceu a 20-V-1877 em Idanha-a-Nova. Casou a 20-IV-1929 na 7.ª Conservatória de Lisboa com D. LUÍSA DOMINGUES TEIXEIRA, natural da freguesia de Santa Isabel em Lisboa.
13.   JOÃO DE MELO GERALDES TELES TRIGUEIROS (n. 1879), casado com D. Maria Carolina Sanches Goulão (1885-1943), que segue abaixo.
13.    JOSÉ DE MELO GERALDES (n. 1881) nasceu a 28-I-1881 em Idanha-a-Nova. Casou a 7-IV-1927 no Rosmaninhal com D. ISABEL LOBATO CARRIÇO (f. 1933), falecida a 3-VIII-1933, já viúva de Manuel Nicolau Goulão (1883-1918).
          Tiveram:
14.     JOSÉ LOBATO DE MELO TRIGUEIROS, engenheiro, casado com D. MARIA DE ABREU BIDARRA, residentes em Castelo Branco.
Tiveram:
15.     D. MARIA DA CONCEIÇÃO BIDARRA DE MELO TRIGUEIROS (n. 1958), nascida em 1958 em Castelo Branco. Arquitecta e professora da Faculdade de Arquitectura - Universidade Técnica de Lisboa.
15.     LUÍS BIDARRA DE MELO TRIGUEIROS (f. 1979), tragicamente falecido a 27-VI-1979 num acidente na Barragem da Talagueira, freguesia de Escalos de Baixo, no concelho de Castelo Branco.         

João de Melo Geraldes Teles
Trigueiros (n. 1879)
13.      JOÃO DE MELO GERALDES TELES TRIGUEIROS (n. 1879) que
nasceu em 1879 em Idanha-a-Nova. 
Casou com D. MARIA CAROLINA SANCHES GOULÃO (1885-1943),
natural da freguesia da Mata, concelho de Castelo Branco, filha de
António Sanches Goulão (n. 1818), nascido a 22-IX-1844 em Alcains,
residente na freguesia da Mata, que foi procurador da Junta Geral do Distrito (1872-1877), e de sua mulher
D. Maria Carvalho (n. 1863), neta paterna do capitão Manuel Sanches
Goulão, nascido na freguesia da Mata, residente em Alcains, e de
sua mulher D. Maria do Patrocínio Duarte, natural de Alcains[8].
Tiveram:
14.     JOSÉ DE MELO SANCHES (n. 1905) que nasceu a 26-VI-1905
          na Mata, concelho de Castelo Branco. Casou a 14-IX-1929 na
Mata com D. ETELVINA DE LOPES FALCÃO; filha de João Lopes Sanches Pereira e de D. Catarina Lopes Falcão.
Maria Carolina Sanches
Goulão (1885-1943)
Tiveram:
15.   D. MARIA CAROLINA FALCÃO DE MELO (1931-2016), nasceu a 21-II-1931 na freguesia da Mata, no concelho de Castelo Branco, tendo falecido em 2016. Casou com ÁLVARO PEREIRA DE MATOS, natural de São José das Matas, freguesia de Envendos, no concelho de Mação.
16.   D. MARIA DO CARMO E MELO PEREIRA DE MATOS (n. 1964), nascida a 25-VI-1964. Educadora de Infância.
Tiveram:
17.  LUÍS DE MELO DE MATOS SALAZAR BRAGA (n. 1995) nasceu a 19-VI-1995.
17.    JOÃO MELO E MATOS SALAZAR BRAGA (n. 1998), nascido a 19-XI-1998.    
14.    FRANCISCO DE MELO SANCHES (n. 1907), nascido em 1907 na freguesia da Mata, concelho de Castelo Branco. Casou em Monforte da Beira com D. MARIA DA CONCEIÇÃO LOBATO CARRIÇO GOULÃO (1915-2008)[9], nascida a 7-I-1915 em Monforte da Beira, e falecida a 24-IV-2008.
Sua mulher era um dos três filhos de Manuel Nicolau Goulão (1883-1918), que nasceu em 1883 em Monforte da Beira, concelho de Castelo Branco, tendo falecido em 1918, o qual foi casado nas primeiras núpcias de D. Isabel Lobato Carriço (1887-1933)[10], nascida em 1887 no Rosmaninhal, Idanha-a-Nova, e falecida em 1933; e neta materna de Domingos Rodrigues Lobato (1840-1864), e de sua mulher D. Maria do Carmo Carriço (n. 1844), ambos naturais de Idanha-a-Nova.
Tiveram:
15.    JOÃO GOULÃO DE MELO, general da Arma de Cavalaria,  secretário do CSDN-Conselho Superior da Defesa Nacional (1997). Foi-lhe atribuído o grau de Grande-Oficial da Ordem do Mérito Militar (2008), Grande-Oficial da «Ordem do Mérito Militar» do Brasil (2010).
15.     D. ISABEL AUGUSTO GOULÃO DE MELO. Casou com JOÃO RIBEIRO GOULÃO, engenheiro Agrónomo.
15.     D. MARIA CAROLINA GOULÃO DE MELO SANCHES (n. 1944), nascida a 24-XII-1944 em Monforte da Beira, no concelho de Castelo Branco, é licenciada em Ciências Físico Químicas pela Universidade de Lisboa, e mestre em Ciências da Educação pela Northwestern University, de Evanston (Illinois, USA) em 1974. Casou com VICTOR MARTINS DE PINA, residente em Lisboa. Sem geração.
14.     D. MARIA DO CARMO SANCHES DE MELO GERALDES TRIGUEIROS (n. 1909) nasceu em 1909 na Mata, concelho de Castelo Branco. Casou em 1935 com DOMINGOS AUGUSTO CARRIÇO GOULÃO (f. 1975), médico no Hospital da Misericórdia de Idanha-a-Nova, natural de Monforte da Beira, concelho de Castelo Branco, falecido a 26-XI-1975 em Lisboa, e sepultado no cemitério de Idanha-a-Nova, o qual era irmão da sua cunhada D. Maria da Conceição Lobato Carriço Goulão (n. 1915); filho Manuel Nicolau Goulão (n. 1883) e de D. Isabel Lobato Carriço (n. 1887)
Tiveram:
15.     D. MARIA ISABEL SANCHES DE MELO GOULÃO (n. 1937), nascida em 1937 em Idanha-a-Nova. Casou com JOSÉ DOS SANTOS TABORDA. Residentes no Tortosendo.
        Tiveram, entre outros:
16.     D. MARIA JULIETA MELO GOULÃO (n. 1960), que nasceu a 18-I-1960 na freguesia de Nossa Senhora da Conceição, na Covilhã. Engenheira Agrónoma e empresária agrícola.
Casou a 14-X-1989 com TIAGO HOMEM DE SOUSA PIRES (n. 1956), engenheiro Mecânico, nascido a 26-II-1956 na freguesia de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa. 
Seu marido era um dos quatro filhos de José Pedro Carneiro de Castro Norton e Sousa Pires (1926-1959), engenheiro, nascido a 24-II-1926 na freguesia da Sé Velha em Coimbra, falecido a 20-II-1959, casado a 19-VI-1950 na Igreja de São Pedro de Évora com D. Maria Rita Fernandes Homem (n. 1926), nascida a 21-I-1926 na freguesia de São Pedro em Évora; neto paterno de António Rebelo Carneiro Sarmento de Sousa (n. 1896), nascido a 7-III-1896 na freguesia de São João de Almedina, em Coimbra, e de sua mulher D. Ermelinda de Castro e Almeida Norton de Matos; neto materno de Máximo Homem de Campos Rodrigues (1879-1927), licenciado em Medicina, administrador do Banco do Alentejo, governador civil de Évora, director do Círculo Eborense, nascido a 8-V-1879 em Arraiolos, falecido a 5-II-1927 na freguesia de São Pedro em Évora, casado com D. Maria Inácia Brancamp de Matos Fernandes (1885-1964), nascida a 20-12-1885 na freguesia de São João de Évora, e falecida a 9-XI-1964 em Lisboa. 
         Tiveram:
17.    José Pedro Taborda de Sousa Pires (n. 1990), nascido a 1-XI-1990 na freguesia de Santiago, na Covilhã.
17.     Maria Taborda de Sousa Pires (n. 1992), nascida a 29-V-1992.
17.    Francisco Taborda de Sousa Pires (n. 1995), nascida a 15-XII-1995. 
16.    D. GRAÇA MELO GOULÃO.
16.    PEDRO MELO GOULÃO.
16.    D. CARMO MELO GOULÃO.
15.   D. MARIA ANTÓNIA SANCHES DE MELO GOULÃO (1942-2014), assistente social em Alcoitão, nasceu em 1942 e veio a falecer a 3-V-2014 em Cascais onde residiu. Solteira, sem geração.        
14.      D. MARIA MARGARIDA SANCHES DE MELO TRIGUEIROS (n. 1911), nascida na Mata, concelho de Castelo Branco, em 1911. Casou no ano de 1930 em Idanha-a-Nova com JOÃO TORRES CAMPOS, filho de Joaquim Maria de Almeida Campos, comerciante, natural de Idanha-a-Nova, e de sua mulher D. Maria Bárbara Pereira Torres.
Tiveram:
15.     JOÃO DE MELO TORRES CAMPOS (f. 2008).
15.   JOSÉ DE MELO TORRES CAMPOS (n. 1932), nascido a 1-XII-1932 em Idanha-a-Nova. Engenheiro Electrotécnico pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa e pós-graduado em «Industrial Administration», foi professor do ISCTE (Gestão) e gestor nos sectores público e privado. Ocupou o cargo de Secretário de Estado da Indústria e Energia dos três primeiros Governos Provisórios (1974), e de comissário-geral da «EXPO-98».
15.    D. MARIA DA GRAÇA DE MELO TORRES CAMPOS. Casou em primeiras núpcias com SILVÉRIO NEVES GRILO, do qual teve geração. Passou a segundas núpcias com MANUEL FERNANDES JERÓNIMO, advogado em Castelo Branco.
Filhos do 1.º casamento:
16.   JÚLIO CAMPOS NEVES GRILO (n. 1959). Casou com D. MARIA TERESA DA FONSECA SERRASQUEIRO PEREIRA, filha de Francisco Sarrasqueiro Pereira e de D. Sara da Fonseca Ferreira; neta materna de José Dias Ferreira e de D. Berta da Fonseca Pignatelli.
Tiveram:
17.    FRANCISCO PIGNATELLI PEREIRA NEVES GRILO (n. 1987), que nasceu em 1987 em Castelo Branco.
16.     D. MARIA DE LURDES DE MELO CAMPOS NEVES GRILO, nascida em Castelo Branco. Bibliotecária.
16.    MARIA MARGARIDA DE MELO CAMPOS NEVES GRILO, que nasceu em Castelo Branco. Casada, com geração.
Filhos do 2.º casamento:
16.   LUÍS DE MELO JERÓNIMO.
16.   D. INÊS DE MELO JERÓNIMO.           




Notas:

[1]     Desconhecemos a ligação deste com um homónimo Luís Álvares (c. 1486), nomeado coudel de Idanha-a-Nova a 1-V-1486 por D. João II (Cfr. ANTT, Chancelaria de D. João II, Liv. 8, Fol. 31); ou um outro (?) que foi nomeado juiz das sisas de Monsanto a 4-III-1487 (Cfr. ANTT, Chancelaria de D. João II, Liv. 19, Fil. 75).

[2]     ANTT, Leitura de Bacharéis, Pedro Aleixo Trigueiros, Mç. 5, Doc. 36, Ano 1637.

[3]     D. Mariana Bárbara Trigueiros Martel (1794-1880), era filha de João José Martins Pereira do Rego Goulão (n. 1758) e de sua mulher D. Maria Antónia Trigueiros Martel Rebelo Leite (n. 1770).

[4]    José António Geraldes de Melo Coutinho (f. 1841), era irmão de Francisco António de Paula Geraldes de Melo Coutinho (c. 1805), nascido em Aldeia Nova do Cabo, casado com sua tia Maria Margarida Geraldes de Melo Cajado (n. 1775), nascida a 27-XI-1775 em Idanha-a-Nova. Por altura do nascimento desta sua filha Carolina estava em Almeida integrando as tropas portuguesas aqui reunidas (Ordem do Exército de 17-XI-1834) para se oporem ao levantamento dos partidários do pretendente absolutista D. Carlos de Espanha contra a rainha D. Isabel II (1.ª Guerra Carlista). Estas tropas passaram a Espanha com um exército de 6 mil efectivos e aí prestaram relevantes serviços, com destaque para a batalha de Arminon (País Basco, Espanha), após o que regressaram a Portugal em Setembro de 1837.

[5]     Este jazigo construído em granito claro aparenta ser da segunda metade do século XIX. Ostenta uma placa com o nome «José de Melo Geraldes», por cima da qual figura o seguinte brasão de armas: Escudo partido em pala, de MELO e GERALDES; por Diferença uma brica com um crescente; Timbre de Geraldes.

[6]     Joaquim Cajado Geraldes de Melo (1813?-1887), e sua mulher D. Antónia Ludovina Leitão (1816-1892), tiveram os seguintes filhos: 1.º - FRANCISCO DE MELO GERALDES CAJADO (1844-1851), nascido em 1844 em Idanha-a-Nova, onde veio a falecer a 25-VIII-1851; o 2º. - D. MARIA MARGARIDA DE MELO GERALDES CAJADO (1855-1888), casada nas primeiras núpcias de seu primo José Maria Teles Trigueiros de Melo (n. 1854); e o 3.º - JOSÉ DE MELO GERALDES CAJADO (f. 1904), casado com sua prima D. Maria do Carmo Teles Trigueiros (f. 1936), nascida em Aldeia Nova do Cabo, Fundão, falecida em 1936 em Idanha-a-Nova, filha de João Teles Trigueiros (1822-1886), juiz desembargador, e de sua mulher D. Carolina Cândida Geraldes de Melo (1837-1915).

[7]     D. Maria Margarida Geraldes de Melo Coutinho (n. 1755) era irmã de outro Francisco Camilo Geraldes Leitão de Melo Cajado (n. 1777), nascido a 15-VII-1777 em Idanha-a-Nova, cidade onde faleceu sem geração, e foi sepultado no adro da igreja Matriz de Aldeia Nova do Cabo, frente à porta nascente, em sepultura armoriada com o seu brasão já muito danificado. Este fez justificação da sua nobreza e obteve brasão de armas, esquartelado de GERALDES, LEITÃO, MELO e COUTINHO; Elmo de prata aberto e guarnecido de ouro; Timbre de Geraldes; por Diferença uma brica de azul com uma lua de prata. Estas Armas foram concedidas no reinado de D. Maria, por carta datada de 23-IX-1786, e registadas no «Livro de Registo de Brasões de Armas», N.º 3, Fls. 239.

[8]    D. Maria do Patrocínio Duarte, era filha do João Duarte Rato (n. 1775), nascido em 1775 na freguesia de Tinalhas, concelho de Castelo Branco, capitão de granadeiros do Regimento de Milícias de Idanha-a-Nova, o qual se distinguiu em renhidas batalhas que travou durante as Invasões Francesas, e de sua mulher D. Martinha Duarte. – in Sanches Roque, Alcains e a sua História, pp. 297-298.

[9]    D. Maria da Conceição tinha mais dois irmãos: 1.- DOMINGOS AUGUSTO CARRIÇO GOULÃO, nascido em Monforte da Beira; 2.- JOÃO AUGUSTO LOBATO CARRIÇO GOULÃO (1911-1997), engenheiro agrónomo, nascido em Monforte da Beira, casado em Idanha-a-Nova com D. Maria de Lurdes Seabra Castelo-Branco (n. 1919), nascida em Idanha-a-Nova, com geração que continua os apelidos Castelo-Branco Goulão.

[10]    D. Isabel Lobato Carriço (1887-1933), apos ter ficado viúva de Manuel Nicolau Goulão (1883-1918), voltou a casar em segundas núpcias com José de Melo Geraldes, filho de José de Melo Geraldes Cajado (f. 1904) e de Maria do Carmo de Melo Geraldes Trigueiros Martel (f. 1936). Teve um filho deste segundo casamento nascido em 1918 em Monforte.

2016-02-23

Tavares Trigueiros, Leão Meireles, Trigueiros Falcão (Idanha-a-Nova, 1843) - Descendência dos Trigueiros

Idanha-a-Nova

10ª Geração de
D. MARIA TRIGUEIROS, casada com LUÍS ÁLVARES[1], escrivão dos Órfãos de Idanha-a-Nova, pais de D. MARIA FERNANDES TRIGUEIROS, natural de Idanha-a-Nova, casada com PEDRO ALEIXO «o Velho» (c. 1637), que «foi Juiz por três ou quatro vezes nesta Villa e Capitão da ordenança nella»[2], filho de Aleixo Pires e de D. Inês Gonçalves, todos naturais de Idanha-a-Nova.


10.   D. MARIA DA GLÓRIA TAVARES TRIGUEIROS DE CARVALHO, proprietária, natural de Meruge, concelho de Oliveira do Hospital[3], e falecida prematuramente em Idanha-a-Nova.
Armas de João José M. P.
do Rego Goulão (n. 1758).
Partido: PEREIRA, e REGO.
(CBA de 20-III-1821)
Era filha de Luís Tavares de Carvalho e Costa (f. 1849), nascido em Meruge, no concelho de Oliveira do Hospital, formado em Direito, corregedor da cidade de Penafiel em 1825, e desembargador da Relação de Lisboa, o qual «gozou créditos de juiz inteligente e integérrimo»[4], casado com D. Ana Emília Trigueiros Martel Goulão (1792-1874), nascida a 21-IX-1792 em Idanha-a-Nova, e falecida a 1-II-1874 na Rua de São José, n.º 144, em Lisboa, cidade onde foi sepultada no Cemitério dos Prazeres[5],
Neta materna de João José Martins Pereira do Rego Goulão (n. 1758), proprietário e senhor de uma grande casa em Alcains (actual Museu do Canteiro), nascido a 6-VIII-1758 em Castelo Branco, o qual teve brasão de armas por carta de 20-III-1821, com um escudo partido em pala de PEREIRA e de REGO, e de sua mulher D. Maria Antónia Trigueiros Martel Rebelo Leite (n. 1770)[6], os quais tiveram  10 filhos.
D. Maria da Glória casou em Idanha-a-Nova nas primeiras núpcias de FRANCISCO CAMILO GERALDES LEITÃO DE MELO CAJADO (1807-1865), proprietário, natural da citada vila, sobrinho homónimo de Francisco Camilo Geraldes de Melo Cajado (n. 1777), sargento-mor das Ordenanças de Idanha-a-Nova, ao qual foi concedida carta de brasão de armas a 29-IX-1786, esquarteladas de: GERALDES, LEITÃO, MELO, e COUTINHO[7].
Armas de Francisco Camilo
Geraldes Leitão de M. C.
(n. 1777).
Esquartelado: GERALDES,
LEITÃO, MELO, COUTINHO.
(CBA de 29-IX-1786)
Idanha-a-Nova, Solar de Francisco
Camilo Geraldes de Melo Cajado
(n. 1777).
Francisco Camilo (1807?-1865), por falecimento de sua primeira mulher, passou a segundas núpcias com D. Maria Libânia Freire Falcão e veio a falecer a 3-IV-1865 na Rua da Corredoura (actual Rua Vaz Preto) em Idanha-a-Nova[8], com 58 anos de idade, e foi sepultado no cemitério público.
Era um dos vários filhos de Francisco António de Paula Geraldes de Melo Coutinho (c. 1805), nascido em Aldeia Nova do Cabo, Fundão, casado a 1-XII-1805 em Idanha-a-Nova com sua tia D. Maria Margarida Geraldes de Melo Coutinho (n. 1775)[9], nascida a 27-XI-1775 em Idanha-a-Nova; neto paterno de Manuel António Geraldes Leitão Coutinho de Melo (n. 1766)[10], nascido a 28-IV-1766 em Aldeia Nova do Cabo, Fundão, descendente dos morgados dos Geraldes em Idanha-a-Nova, e de sua mulher D. Angélica Leocádia de Oliveira Fonseca Coutinho Botelho, natural de Penamacor[11]; neto materno de Bartolomeu José da Cruz Cajado (c. 1775), sargento-mor e capitão-mor de Ordenanças da Idanha-a-Nova [12], onde nasceu e casou a 26-I-1775 na Capela de Nossa Senhora do Rosário com D. Isabel Geraldes Angélica Leitão de Melo (n. 1746), nascida a 19-II-1746 em Idanha-a-Nova[13].
Tiveram:
Idanha-a-Nova, Solar Falcão.
de João Marques Falcão (c. 1758).
11.    D. MARIA JOSÉ GERALDES DE MELO TAVARES TRIGUEIROS (1845?-1895), proprietária, nascida por volta de 1845 em Idanha-a-Nova, onde residiu na Rua da Corredoura (actual Rua Vaz Preto), e onde faleceu a 5-X-1895, já viúva e com 50 anos de idade, tendo sido sepultada no cemitério público.
Casou com ALEXANDRE FREIRE CORREIA FALCÃO, proprietário, nascido em Sortelha e falecido em Idanha-a-Nova em cujo cemitério jaz; filho de José Vitório Freire Correia Falcão, e de D. Antónia Adelaide da Silva; neto paterno de Joaquim Marques Falcão (c. 1788), capitão-mor de Idanha-a-Nova e senhor do Solar Falcão[14], casado com D. Josefa Marcelino Correia Feio.
Tiveram:
12.     D. MARIA DA GLÓRIA TRIGUEIROS FALCÃO (1869-1907?), proprietária, nascida a ?-I-1829 e baptizada a 24-II-1829 na Capela de São Francisco Xavier de Idanha-a-Nova, onde faleceu em 19(?)7e foi sepultada num jazigo de família no cemitério público.
Solar Falcão.
Armas de João Marques Falcão
(c. 1758).
Esculo pleno de FALCÃO.
(CBA de 20-VI-1758)
Casou a 19-VI-1897, aos 28 anos de idade, na freguesia da Victória, cidade do Porto, com JOÃO BAPTISTA FREIRE DE MEIRELES LEÃO (1861-1953), médico, de 36 anos de idade, nascido a 26-I-1861 e baptizado a 30-I-1861 na freguesia Penamaior, concelho de Paços de Ferreira, o qual veio residir na Rua Vaz Preto em Idanha-a-Nova, onde faleceu a 24-XII-1953.
Seu marido era filho de Aprígio Augusto Leão, proprietário, escrivão e tabelião do Juízo Ordinário do julgado de Paços de Ferreira, na comarca de Santo Tirso (1852), casado a 2-IV-1857 na freguesia de Sanfins, concelho de Paços de Ferreira, com D. Ana Emídia de Meireles Freire, moradores no lugar e casa de Fonte Fisca em Penamaior; neto paterno de José Patrício da Costa Nogueira e de D. Felizarda de Jesus Carneiro Leão, de Penamaior; e neto materno de José Patrício de Meireles Freire e de D. Matilde Coelho de Meirelesda Casa da Pereira desta freguesia de São Pedro Fins[15].
Tiveram:
13.     ALEXANDRE FREIRE DE MEIRELES LEÃO (1898-1990), nascido a 7-V-1898 em Idanha-a-Nova, onde foi baptizado a 20-VI-1898, e onde faleceu a 15-II-1990, sendo sepultado no cemitério público.
Casou civilmente a 8-XII-1933 na 1.ª Conservatória do Registo Cívil do Porto, e só a 10-III-1962 celebrou o casamento católico na Igreja de São Miguel da Sé de Castelo Branco, com D. ADÉLIA CÂNDIDA DE SOUSA VELOSO ARAÚJO, de 45 anos, natural de Santo Tirso, filha de Tomás Dias Veloso de Araújo e de Porfíria Rosa de Sousa Guimarães. Sem geração.
13.    APRÍGIO DE MELO LEÃO DE MEIRELES (1899-1995), médico, nasceu em 1899 em Idanha-a-Nova. Residiu no Porto e faleceu em 1995. Casou com D. MARGARIDA DA COSTA TEIXEIRA (1908-1997), nascida em 1908 na freguesia da Vitória, cidade do Porto, e falecida em 1997 em Idanha-a-Nova.
Tiveram:
14.   APRÍGIO TEIXEIRA LEÃO DE MEIRELES (n. 1932). Casou com D. MARIA MANUELA ROSADO SOARES MENDES.
Tiveram:
15.   D. RITA ROSADO SOARES MELO DE MEIRELES (n. 1971), nascida em 1971 em Lisboa.
15.   D. ANA ROSADO SOARES MELO DE MEIRELES (n. 1972), nascida em 1972 em Lisboa.
14.     JOÃO TEIXEIRA LEÃO DE MEIRELES (n. 1937), que nasceu em 1937 em Idanha-a-Nova. Casou com D. MARIA DE MATOS LOPES DIAS (n. 1938), nascida em Idanha-a-Nova em 1938.
Tiveram:
15.     D. MARIA JOÃO LEÃO LOPES DIAS LEÃO DE MEIRELES (n. 1966), nascida em 1966 na Sé Nova, em Coimbra.
15.     D. MARIA DA GLÓRIA LOPES DIAS LEÃO DE MEIRELES (n. 1967), nascida em 1967 na Sé Nova, em Coimbra.
15.   D. PAULA VIRGÍNIA LOPES DIAS LEÃO DE MEIRELES (n. 1971), nascida em 1971 na Sé Nova, em Coimbra.
12.   FRANCISCO DE MELO TRIGUEIROS FALCÃO (n. 1870?), nascido por volta de 1870. Proprietário. Faleceu em Idanha-a-Nova, onde foi sepultado.
Teve um filho:
Aníbal Trigueiros
Falcão (1918)
13.     ANÍBAL TRIGUEIROS FALCÃO, oficial do Exército, fez parte do Corpo Expedicionário Português (1917-1918) que foi enviado por Portugal a França durante a 1.ª Guerra Mundial. Foi dado como desaparecido após a Batalha de La Lys (9-IV-1918), reaparecendo mais tarde. Opositor ao regime do Estado Novo foi sucessivamente deportado por motivos políticos para Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, Açores, e depois para a Ilha de São Nicolau (18-IV-1936), no arquipélago de Cabo Verde.
Casou com D. ALICE CLARISSE MELO MARQUES.
Tiveram:
14.   D. MARIA JOSÉ MARQUES TRIGUEIROS FALCÃO.
14.     ALEXANDRE MARQUES TRIGUEIROS FALCÃO.
14.     ANÍBAL MARQUES TRIGUEIROS FALCÃO.
14.  D. CLARISSE MELO MARQUES TRIGUEIROS FALCÃO (1919-1987), nascida a 2-X-1919 em Castelo Branco, e falecida a 2-VIII-1987 em Lisboa. Casou nas primeiras núpcias de RUI BARROS COSTA (1923-2002), nascido a 22-VII-1923 em Boliqueime, Loulé, e falecido a 19-IV-2002 em Lausanne, na Suíça.
Tiveram:
15.    ROGÉRIO FALCÃO DE BARROS COSTA (n. 1947), economista, nascido a 14-IX-1947 em Lisboa. Casou a 19-XII-1970 com D. MARIA STELLA CORREIA GONÇALVES (n. 1947), nascida a 4-II-1946 em Silves.
Tiveram:
16.   RICARDO MANUEL CORREIA GONÇALVES DE BARROS COSTA (n. 1972), engenheiro mecânico, nascido a 25-VI-1972 em Lisboa. Casou a 14-X-2000 com D. SOFIA BRIZ YGLESIAS DE OLIVEIRA (n. 1973), nascida a 25-III-1973 em Lisboa. Com geração.
16.     D. JOANA ISABEL CORREIA GONÇALVES DE BARROS COSTA (n. 1974), arquitecta, nascida a 23-IV-1974 em Lisboa. Casou a 26-VIII-2000 com DUARTE PEDRO UBACH SUCENA PAIVA (n. 1972), nascido a 27-II-1972 em Londres.
15.     HELENA FALCÃO BARROS COSTA (n. 1949), nasceu a 28-IX-1949 em Lisboa. Casou a 28-XII-1968 com JOAQUIM RIBEIRO FRANCISCO (n. 1940), nascido a 14-VIII-1940 em Leiria.
Tiveram:
16.   D. ANA LUÍSA FALCÃO COSTA RIBEIRO (n. 1969), nascida a 19-XI-1969 em Lisboa.
16.   LUÍS MIGUEL FALCÃO COSTA RIBEIRO (n. 1971), nascido a 18-V-1971 em Lisboa.
16.   D. ANA ISABEL FALCÃO COSTA RIBEIRO (n. 1979), nasceu a 10-II-1979 no Rio de Janeiro, Brasil.
15.     D. MANUELA FALCÃO BARROS COSTA (n. 1955), nasceu a 4-VIII-1955 em Lisboa. Casou com NELSON DE AMARAL ALBUQUERQUE VEIGA (n. 1952), nascido a 4-VII-1952 em Lisboa.
Tiveram:
16.    VICENTE BARROS COSTA ALBUQUERQUE VEIGA (n. 1989), nascido a 26-IV-1989 em Lisboa.
16.    MADALENA BARROS COSTA ALBUQUERQUE VEIGA (n. 1992), nascido a 9-I-1992 em Lisboa.
12.     JOSÉ VICTOR DE MELO TRIGUEIROS FALCÃO, nascido e falecido em Idanha-a-Nova. Casou com D. MARIA LUDOVINA BENTO.
          Tiveram:
13.     D. MARIA. Faleceu solteira.





Notas:

[1]   Desconhecemos a ligação deste com um homónimo Luís Álvares (c. 1486), nomeado coudel de Idanha-a-Nova a 1-V-1486 por D. João II (Cfr. ANTT, Chancelaria de D. João II, Liv. 8, Fol. 31); ou um outro (?) que foi nomeado juiz das sisas de Monsanto a 4-III-1487 (Cfr. ANTT, Chancelaria de D. João II, Liv. 19, Fil. 75).

[2]   ANTT, Leitura de Bacharéis, Pedro Aleixo Trigueiros, Mç. 5, Doc. 36, Ano 1637.

[3]  No seu assento de óbito de sua filha D. Maria José Geraldes de Melo Tavares Trigueiros (1840?-1895), é dada como natural da freguesia de Penafiel.

[4]  Albano da Silveira Pinto, Resenha das Famílias Titulares, tomo I, no título de «Castelo Branco», p. 401.

[5]   D. Ana Emília Trigueiros Martel Goulão (1792-1874) foi sepultada a 1-II-1874 no Cemitério dos Prazeres, no jazigo n.º 1057, rua n.º 15, o qual ostenta a inscrição «DE SOUSA TAVARES» e está armoriado com as respectivas armas.

[6] D. Maria Antónia Trigueiros Martel Rebelo Leite (n. 1770) era filha de Jerónimo Trigueiros Martel Rebelo Leite (1716-1792), capitão do Terço de Infantaria Auxiliar de Castelo Branco, e de sua segunda mulher D. Maria Angélica Marques Goulão (1725-1790), nascida a 28-IV-1770 na freguesia de Nossa Senhora da Conceição em Idanha-a-Nova, onde foi baptizada a 28-V-1770.

[7]   Carta de Brasão de Armas, registada no Cartório da Nobreza, liv. 3, fl. 239

[8]  A antiga Rua da Corredoura, passou a sua designação a Rua Vaz Preto devido a nela estar implantado o grande solar da família Vaz Preto que, por uma ligação matrimonial, veio a pertencer à família Trigueiros Aragão. Em frente deste solar fica situado a casa solarenga de Francisco Camilo Geraldes de Melo Cajado (1807?-1865), aí falecido.

[9]  D. Maria Margarida Geraldes de Melo Coutinho (n. 1755) era irmã de outro Francisco Camilo Geraldes Leitão de Melo Cajado (n. 1777), nascido a 15-VII-1777 em Idanha-a-Nova, cidade onde faleceu sem geração, e foi sepultado no adro da igreja Matriz de Aldeia Nova do Cabo, frente à porta nascente, em sepultura armoriada com o seu brasão já muito danificado. Este fez justificação da sua nobreza e obteve brasão de armas, esquartelado de GERALDES, LEITÃO, MELO e COUTINHO; Elmo de prata aberto e guarnecido de ouro; Timbre de Geraldes; por Diferença uma brica de azul com uma lua de prata. Estas Armas foram concedidas no reinado de D. Maria, por carta datada de 23-IX-1786, e registadas no «Livro de Registo de Brasões de Armas», N.º 3, Fls. 239.

[10]  Manuel António Geraldes Leitão Coutinho de Melo (n. 1766) era filho de Rodrigo Xavier Soares Correia de Melo, casado com D. Joana de Oliveira Monteiro; neto paterno do bacharel Manuel Soares Correia (c. 1725), nascido em Aldeia do Mato, concelho da Covilhã, juiz de fora de Penamacor por carta de 12-IX-1725, que foi casado por três vezes, uma delas a 1-IX-1734 em Idanha-a-Nova com D. Isabel Joaquina Geraldes de Melo Leitão (n. 1709), nascida a 2-XII-1709 na citada vila de Idanha-a-Nova.
   Seu avô paterno Manuel Soares Correia, bacharel, era filho de Brás Soares Correia, natural da freguesia da Vela, no concelho da Guarda, casado com D. Brígida de São José, natural da freguesia de Famalicão, concelho da Guarda, e residentes em Aldeia Nova do Cabo, Fundão.
   Sua avó paterna D. Isabel Joaquina Geraldes de Melo Leitão (n. 1709) era filha de Manuel Geraldes Leitão (c. 1702), sargento-mor de Idanha-a-Nova (filho de D. Maria Nunes Leitão, casada a 26-X-1676 em Idanha-a-Nova com Francisco Nunes Piteiros – ou Calvo – , onde casou a 25-IX-1702 com sua parente D. Maria Marques da Cruz e Melo (n. 1680), baptizada a 11-IV-1640 em Idanha-a-Nova (filha de Bartolomeu Afonso da Cruz, juiz da alfândega de Idanha-a-Nova por alvará de 20-IX-1668, onde casou a 7-VI-1769 com D. Isabel de Melo Coutinho e Eça (n. 1656), baptizada a 4-VIII-1657 – herdeira de seu primo João Marque Geraldes que testou a 5-V-1686; neta paterna de Manuel Vaz Ripado (c. 1671), escrivão público de notas em Idanha-a-Nova (31-VIII-1671), e de sua mulher D. Maria Nunes da Cruz; e neta materna de Baltazar de Melo de Eça Coutinho (c. 1639), capitão de Infantaria, moço-fidalgo da Casa Real por alvará de 16-II-1639, com solar na Quinta de Darei – entre Mangualde e Penalva do Castelo –, casado nas segundas núpcias de D. Catarina Marques Geraldes.

[11]  D. Angélica Leocádia De Oliveira Fonseca Coutinho Botelho, era filha de João de Oliveira da Fonseca, alferes de Granadeiros, e de sua mulher D. Cecília Liberata Botelho Coutinho, natural da freguesia da Misarela, Guarda.

[12]   Bartolomeu José da Cruz Cajado (c.1775), era filho de Manuel Gonçalves da Cruz, natural de S. Miguel de Acha, concelho de Idanha-a-Nova, e de sua mulher Catarina Gonçalves, natural de Idanha-a-Nova, da qual teve: Maria Margarida Geraldes de Melo Cajado (n. 1775), e Francisco Camilo Geraldes Leitão de Melo Cajado (n. 1777).

[13]  Os diversos elementos desta família, conforme a documentação consultada, aparecem muitas vezes com a ordem dos apelidos trocados.

[14]  O Solar Falcão, também designado por «Melo Falcão», e mais tarde por «Pignatelli», nomes que vieram a suceder na família do seu fundador, é atribuído a João Marques Falcão (c. 1758), fidalgo de cota de armas por carta passada a 20-VI-1758, com um escudo pleno de FALCÃO, registadas no Cart. N., liv. Particular, fl. 116 v.

[15] Como consta no assento de casamento de Aprígio Augusto Leão e Ana Emídia de Meireles Freire.