2014-06-22

Trigueiros / Manzarra Marrocos (c. 1918) - Morgados de Idanha-a-Velha

(Lisboa, 1955)

Idanha-a-Velha, Casa Marrocos

12.      RADAMÉS TRIGUEIROS MARTEL SAMPAIO (n. 1893), nascido a 13-VII-1893 na freguesia de Santos-o-
          -Velho, em Lisboa, filho natural reconhecido de D. Amélia Palmira Soares e Sousa Trigueiros Martel
          Sampaio (1863-1946) com José se Sousa Loureiro (f. 1927). Era trineto paterno de João José Martins
          Pereira do Rego Goulão (n. 1758), nascido a 6-VIII-1758 em Castelo Branco, senhor do Solar dos Gou-
          lões em Alcains, fidalgo de cota de armas por carta de 20-III-1821, na qual lhe foi atribuído um brasão
          de armas partido em pala de PEREIRA e de REGO, e de sua mulher D. Maria Antónia Trigueiros Martel
          Rebelo Leite (n. 1770)[1].
          Tomou parte em várias campanhas militares em Moçambique, nomeadamente na Gorongosa e no
          Barué durante a 1.ª da Grande Guerra, as quais lhe valeram algumas medalhas, assim como foi chefe
          de gabinete de dois governadores do território de Manica e Sofala.
          Casou a 17-V-1924 na freguesia de Santa Maria da Feira, em Beja, com D. LÚCIA PALMA BRANCO (n. 
          1899), filha de Manuel Guerreiro Costa Branco e de sua mulher D. Bárbara Joaquina do Carmo Palma.
          Tiveram:
          13.     D. MARIA DE LOURDES PALMA BRANCO TRIGUEIROS MARTEL SAMPAIO (1925-1949), que se-
                    gue abaixo.
          13.     VASCO, falecido em criança na Zambézia.


Pedrógão de São Pedro,Casa Marrocos.
13.     D. MARIA DE LOURDES PALMA BRANCO TRIGUEIROS MARTEL
          SAMPAIO (1925-1949) que nasceu a 20-II-1925 na cidade da Beira,
          em Moçambique, e faleceu a 25-IX-1992 em Lisboa. 
          Casou a 23-XI-1949 em Fátima,Ourém, com FREDERICO CAPELO
          MANZARRA FRANCO MARROCOS (1918-1997), nascido a 4-X-1918
          na Casa Marrocos, em Idanha-a-Velha[2], e falecido a 10-XI-1997 em
          Lisboa.
          Este foi herdeiro da quase totalidade das terras do morgadio na fre-
          guesia de Idanha-a-Velha, assim como da Casa de Marrocos na fre-
          guesia de Pedrógão de São Pedro, no concelho de Penamacor,
          por falecimento prematuro dos dois irmãos: 1.º - Maria Alice Manzarra Marrocos (1906-1915), falecida a
          23-IX-1915 com nove anos de idade; e 2.º - António Capelo Manzarra Leitão Marrocos (1908?-1935),
          aluno de Geografia na Faculdade de Letras de Lisboa quando morreu em 1935 num acidente de auto-
          móvel junto a Tomar, tendo deixado uma pequena obra intitulada «Idanha-a-Velha: Estudo  Antropo-
          geográfico» (Famalicão: 1936), editada postumamente por iniciativa do Dr. Jaime Lopes Dias que a
          prefaciou, pois, segundo ele, o seu autor "… tinha muito a dar para o desenvolvimento da Beira Inte-
          rior e para o combate à miséria e pobreza, a avaliar pelas suas posições ideológicas".
Seu marido era filho herdeiro de António de Pádua e Silva Leitão Marrocos (1879-1957)[3], o “último morgado de Idanha-a-Velha[4], notável numismata[5], assim como coleccionador de antiguidades e de monumentos epigráficos recolhidos nas sua extensas propriedades, e de sua mulher D. Maria Emília Capelo Manzarra Franco (1882-1955), natural de Idanha-a-Nova, a qual tinha dois irmãos – o António Manzarra (do qual provêm os Salazar Manzarra) e o Frederico Manzarra
Este último casamento uniu famílias proeminentes e abastadas da Beira Baixa: os MARROCOS que eram morgados de Idanha-a-Velha, aos MANZARRA de Idanha-a-Nova, e aos FRANCOS da Capinha; todos detentores de vasto património de terras herdadas de gerações anteriores.
Era neto paterno de João dos Reis Leitão Marrocos, Morgado de Idanha-a-Velha, que foi casado com D. Maria Petronilha Teresa Ferreira (?); e neto materno de Jerónimo José Manzarra Franco que foi casado com D. Maria Rita Capelo da Fonseca (n. 1790).
Seu avô materno Jerónimo José Manzarra Franco[6], era filho de José Pedro Manzarra, e de sua mulher Maria Angélica Henriqueta Franco (1790-1824)[7]; quanto à sua avó paterna D. Maria Rita Capelo da Fonseca (n. 1790), era filha de José António da Cruz Capelo (n. 1820?), e de D. Benedita Capelo da Fonseca (n. 1816), de Proença-a-Velha.

Idanha-a-Velha, «Museu Lapidar».
António de Pádua e Silva Leitão Marrocos (1879-1957) fundou o «chamado "Museu Lapidar Egeditano" numa capela românica de antiga evocação a S. Sebastião e recuperada para o efeito. Aí se foram recolhendo lápides e outros materiais arqueológicos que iam aparecendo no decurso das actividades agrícolas, ao mesmo tempo salvaguardando a ida para Lisboa, destino esse que calhou a centenas de peças nos alvores do século XX. Com o começo das escavações por parte de D. Fernando de Almeida, a Sé é recuperada e para aí são enviadas as lápides do anterior Museu, assim como são reenviadas de Lisboa as peças que para lá tinham  ido»[8].
Tiveram:
14.     D. MARIA DA GRAÇA SAMPAIO MANZARRA MARROCOS (n. 1955), que segue abaixo.
14.     D. MARIA EMÍLIA SAMPAIO MANZARRA MARROCOS (n. 1957) nasceu a 23-IV-1957 em Idanha-a-Velha. Licenciada em Ciências Domésticas, em Madrid, Espanha. Solteira.
14.     D. MARIA DA CONCEIÇÃO SAMPAIO MANZARRA MARROCOS. Licenciada em farmácia, trabalha em gestão de projectos educativos. Solteira. 

14.   D. MARIA DA GRAÇA SAMPAIO MARROCOS (n. 1955) nasceu a 15-XI-1955 na Casa Marrocos em Idanha-a-Velha, no concelho de Idanha-a-Nova. Empresária agrícola, residente na Herdade da Granja de São Pedro, em Alcafozes, no concelho de Idanha-a-Nova.
         Casou a 22-III-1997, em Idanha-a-Nova, com ILÍDIO NEVES CARVALHO VITAL (n. 1952), nascido a 5-IX-1952 na freguesia do Rosmaninhal, concelho de Idanha-a-Nova.



Idanha-a-Velha.
Idanha-a-Velha, Casa de Marrocos.











Idanha-a-Velha.
Idanha-a-Velha.



Idanha-a-Velha.
Idanha-a-Velha.




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Notas:

[1]  D. Maria Antónia Trigueiros Martel Rebelo Leite ( n. 1770) era filha de Jerónimo Trigueiros Martel Rebelo Leite (1716-1796), capitão do Terço de Infantaria Auxiliar de Castelo Branco, e de sua segunda mulher D. Maria Angélica Marques Goulão (1725-1790).

[2]  Idanha-a-Velha foi fundada no século I a.C. e teve uma importância vital para o Império Romano que a muralhou entre os séculos III a IV para resistir às Invasões Bárbaras. Veio a ser conquistada pelos visigóticos que lhe edificaram a Catedral, o Palácio dos Bispos, o Paço episcopal e a Ponte de São Dâmaso. Posteriormente foi tomada e destruída pelos mouros (713), nunca mais alcançando o esplendor do passado. Foi reconquistada pelo Rei Afonso III de Leão, que a perdeu, tendo sido reconquistada pelo Rei D. Sancho I, e doada por D. Dinis à ordem de Cristo (1319).

[3]  António de Pádua e Silva Leitão Marrocos (1879-1957), nos anos 30 foi presidente da junta de freguesia de Idanha-a-Velha que, a qual por sua iniciativa se autonomizou em 1932 da freguesia de Alcafozes.

[4]   Assim respeitosamente tratado pela população local, apesar de ter nascido em 1879, já depois da extinção dos morgadios por força do decreto de 19-V-1863.

[5] Parte da sua colecção de moedas portuguesas foi apresentada na «Exposição do mundo Português» (1940).

[6] JERÓNIMO JOSÉ MANZARRA FRANCO, nascido nos finais do século XVIII, viria a ter descendentes homónomos em gerações posteriores, os quais ainda detêm em Idanha-a-Nova a «Ganadaria Jerónimo José Manzarra Franco».

[7] MARIA ANGÉLICA HENRIQUETA FRANCO (1790-1824), era filha de JOÃO ANTÓNIO FRANCO RIBEIRO LEITÃO (n. 1764), nascido a 2-VII-1764 na Capinha, concelho do Fundão, e casado a 2-VII-1786 nas Quintãs, com sua mulher D. TERESA LUÍSA DA COSTA FONSECA (n. 1766), nascida a 22-II-1766 nas Quintãs, Salgueiro, no concelho do Fundão.

[8] Joaquim Baptista, «Por terras do Rei Wamba»
      in. http://porterrasdoreiwamba.blogspot.pt/2007/02/museografia-de-idanha-velha.html.

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