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Torres Vedras. |
No núcleo dos TRIGUEIROS de Torres Vedras, há vários ramos que certamente têm uma origem comum em ANTÓNIO TRIGUEIROS (f. 1545), o fidalgo de origem castelhana que passou a Portugal em Outubro de 1500 no séquito da infanta D. Maria (1482-1517) que veio a ser a segunda mulher do rei D. Manuel I (1495-1591).
Destes, nem sempre conseguimos apurar a sua progenitura, apesar das suas prováveis ligações familiares, assim como dos lugares e quintas que habitaram indíciarem laços de parentesco.
Muitos deles foram perdendo o apelido de origem, em detrimento dos nomes de outras famílias com as quaiis foram stabelecendo laços matrimoniais.
Vejamos:
1. RUI DIAS TRIGUEIROS ou AVELAR (c. 1568)[1], do qual desconhecemos a progenitura, foi morador em
Torres Vedras em 1568. Casou com D. CATARINA DA ROCHA.
Torres Vedras em 1568. Casou com D. CATARINA DA ROCHA.
Tiveram:
2. D. INÊS TRIGUEIROS (f. 1618), que segue.
2. D. INÊS TRIGUEIROS (f. 1618)[2], falecida a 2-VIII-1618 na freguesia de
São Tiago, em Torres Vedras.
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Atouguia da Baleia, Igreja de São Leonardo. |
São Tiago, em Torres Vedras.
Casou a 8-II-1568 na Igreja de São Leonardo de Atouguia da Baleia, concelho
de Peniche, com seu parente MANUEL BOTADO DE ALMEIDA (f. 1618), falecido a
12-V-1618, com testamento, recebendo sepultur na capela-mor da igreja de Ponte do Rol, no concelho de Torres Vedras.
Era administrador da capela das Chagas na Igreja de Santa Maria do Castelo de Torres Vedras[3], a qual lhe veio por sucessão de seu pai Rafael Botado, casado em segundas núpcias com D. Maria de Almeida, filha de Gomes Cabreira.
Tiveram:
Era administrador da capela das Chagas na Igreja de Santa Maria do Castelo de Torres Vedras[3], a qual lhe veio por sucessão de seu pai Rafael Botado, casado em segundas núpcias com D. Maria de Almeida, filha de Gomes Cabreira.
Tiveram:
3. RAFAEL BOTADO DE ALMEIDA (1596-1624), que segue abaixo.
3. D. MARIA BOTADO DE ALMEIDA, casada com o licenciado
ANTÓNIO PINTO DE BRITO, filho de
Isabel Ribeiro de Brito, natural de Montemor-o-Novo.
Tiveram:
4. ANTÓNIO PINTO DE BRITO, casado com JOANA DE ALMEIDA SEIXAS.
4. JOÃO BOTADO DE ALMEIDA (c. 1623), capitão de Infantaria e procurador do concelho de
Torres Vedras às cortes de Lisboa de 1641 e 1649, convocadas por D. João IV. Casou a 23-
-XII-1623 na Igreja de São Pedro de Torres Vedras com D. ANA DE ABREU CERVEIRA.
Tiveram:
5. ANTÓNIO BOTADO DE ALMEIDA (n. 1624), baptizado a 15-X-1624 na Igreja de São Pe-
dro de Torres Vedras.
5. D. MARIANA BOTADO DE ALMEIDA (n. 1626), baptizada a 2-VIII-1626 na Igreja de São
Pedro de Torres Vedras. Em 5-II-1677 o beneficiado Francisco Pereira Trigueiros nome-
ou nela o prazo da Manteigosa, à Ponte do Rol, termo de Torres Vedras.
Foi dotada para casar a 18-VI-1664 com MANUEL MARINHO DE LIMA, morgado da
Ameixoeira, termo de Lisboa, onde viveu e onde a sua família tinha várias quintas e
uma casa apalaçada que ruiu no terramoto de 1755.
Tiveram:
6. D. BRITES LIMA BOTADO (c. 1683), casada em 1683 com JOÃO DE MEIRELES
FREIRE, que foi cavaleiro da Ordem de Cristo e morgado da Bica em Lisboa.
Tiveram geração e foram bisavós de Maria do Carmo de Lima Botado que foi
açafata da rainha D. Maria I (1777-1815), a qual foi casada com Lucas da Silva de
Azeredo Coutinho (c. 1794), fidalgo-cavaleiro da Casa Real em 1793, desembarga-
dor do Paço e procurador da Coroa.
5. D. CATARINA (n. 1630), baptizada a 18-XI-1630 na citada Igreja de São Pedro de Torres
Vedras, apadrinhada por Aparício Dias Lobato prior da Igreja de Santa Maria do Caste-
lo, e por D. Maria Trigueiros.
5. MANUEL (n. 1631), baptizado a 10-XII-1631 no mesmo templo.
5. D. BÁRBARA DE BRITO E ALMEIDA (n. 1631), gémea do anterior. Faleceu antes de Fe-
vereiro de 1677.
5. LUÍS (n. 1634), baptizado a 21-VIII-1634 na citada Igreja de São Pedro de Torres Vedras.
Isabel Ribeiro de Brito, natural de Montemor-o-Novo.
Tiveram:
4. ANTÓNIO PINTO DE BRITO, casado com JOANA DE ALMEIDA SEIXAS.
4. JOÃO BOTADO DE ALMEIDA (c. 1623), capitão de Infantaria e procurador do concelho de
Torres Vedras às cortes de Lisboa de 1641 e 1649, convocadas por D. João IV. Casou a 23-
-XII-1623 na Igreja de São Pedro de Torres Vedras com D. ANA DE ABREU CERVEIRA.
Tiveram:
5. ANTÓNIO BOTADO DE ALMEIDA (n. 1624), baptizado a 15-X-1624 na Igreja de São Pe-
dro de Torres Vedras.
5. D. MARIANA BOTADO DE ALMEIDA (n. 1626), baptizada a 2-VIII-1626 na Igreja de São
Pedro de Torres Vedras. Em 5-II-1677 o beneficiado Francisco Pereira Trigueiros nome-
ou nela o prazo da Manteigosa, à Ponte do Rol, termo de Torres Vedras.
Foi dotada para casar a 18-VI-1664 com MANUEL MARINHO DE LIMA, morgado da
Ameixoeira, termo de Lisboa, onde viveu e onde a sua família tinha várias quintas e
uma casa apalaçada que ruiu no terramoto de 1755.
Tiveram:
6. D. BRITES LIMA BOTADO (c. 1683), casada em 1683 com JOÃO DE MEIRELES
FREIRE, que foi cavaleiro da Ordem de Cristo e morgado da Bica em Lisboa.
Tiveram geração e foram bisavós de Maria do Carmo de Lima Botado que foi
açafata da rainha D. Maria I (1777-1815), a qual foi casada com Lucas da Silva de
Azeredo Coutinho (c. 1794), fidalgo-cavaleiro da Casa Real em 1793, desembarga-
dor do Paço e procurador da Coroa.
5. D. CATARINA (n. 1630), baptizada a 18-XI-1630 na citada Igreja de São Pedro de Torres
Vedras, apadrinhada por Aparício Dias Lobato prior da Igreja de Santa Maria do Caste-
lo, e por D. Maria Trigueiros.
5. MANUEL (n. 1631), baptizado a 10-XII-1631 no mesmo templo.
5. D. BÁRBARA DE BRITO E ALMEIDA (n. 1631), gémea do anterior. Faleceu antes de Fe-
vereiro de 1677.
5. LUÍS (n. 1634), baptizado a 21-VIII-1634 na citada Igreja de São Pedro de Torres Vedras.
3. RAFAEL BOTADO DE ALMEIDA (1596-1624),
baptizado a 5-X-1569 na Igreja de São Leonardo de
Atouguia da Baleia, concelho de Peniche. Capitão de Infantaria de Torres Vedras em 1621, residiu
em Ponte do Rol onde faleceu a 14-I-1624.
Atouguia da Baleia, concelho de Peniche. Capitão de Infantaria de Torres Vedras em 1621, residiu
em Ponte do Rol onde faleceu a 14-I-1624.
Casou com D. VICÊNCIA BERNARDES DE
MEDEIROS, da freguesia do Carvalhal, no concelho do
Bombarral; filha de Estêvão Álvares Alvo (c. 1585), natural do Porto, cavaleiro da Ordem de Cristo
que foi à Índia como capitão da nau Salvador no ano de 1585, e das segundas núpcias de sua mu-
her D. Filipa Bernardes, a qual já fora casada com Rui Dias de Avelar.
Filhos:
4. D. MARIA (n. 1606), baptizada a 11-II-1606 na Igreja de N. Sra. da Conceição de Ponte do Rol,
termo de Torres Vedras, apadrinhada por Diogo Vaz Bernardes e por D. Helena de Foios.
Bombarral; filha de Estêvão Álvares Alvo (c. 1585), natural do Porto, cavaleiro da Ordem de Cristo
que foi à Índia como capitão da nau Salvador no ano de 1585, e das segundas núpcias de sua mu-
her D. Filipa Bernardes, a qual já fora casada com Rui Dias de Avelar.
Filhos:
4. D. MARIA (n. 1606), baptizada a 11-II-1606 na Igreja de N. Sra. da Conceição de Ponte do Rol,
termo de Torres Vedras, apadrinhada por Diogo Vaz Bernardes e por D. Helena de Foios.
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Ponte do Rol, Igreja de Nossa Senhora da Conceição. |
geração.
4. MANUEL BOTADO, capitão de uma galé na qual morreu
em combate na Índia antes de Março de 1651.
em combate na Índia antes de Março de 1651.
4. ESTÊVÃO ALVO BOTADO. Sem geração.
4. D. JOANA (n. 1610), baptizada a 2-IX-1610 na Igreja de São
Pedro de Torres Vedras.
Pedro de Torres Vedras.
4. D. ANTÓNIA (n. 1612), baptizada a 22-I-1612 na Igreja de
São Pedro de Torres Vedras..
São Pedro de Torres Vedras..
4. ANTÓNIO BOTADO DE ALMEIDA (n. 1613), que segue
abaixo.
abaixo.
4. ANDRÉ BOTADO DE ALMEIDA (f. 1712), que serviu alguns anos na
Índia e viveu mais de cem
anos. Faleceu solteiro a 24-I-1712 na sua Quinta da Ribeira, junto à Regueira do Majapão, no
Turcifal.
anos. Faleceu solteiro a 24-I-1712 na sua Quinta da Ribeira, junto à Regueira do Majapão, no
Turcifal.
4. D. INÊS TRIGUEIROS (f. 1690), casada a 28-I-1643 na freguesia
da Ponte do Rol, concelho de
Torres Vedras, com seu parente «em segundo grau» o capitão JOÃO BOTADO DE ALMEIDA
(f. 1656), que vai acima.
Torres Vedras, com seu parente «em segundo grau» o capitão JOÃO BOTADO DE ALMEIDA
(f. 1656), que vai acima.
4. D. FILIPA BERNARDES DE MEDEIROS, falecida solteira.
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BOTADO |
João Botado em São Miguel de Torres Vedras, sucedeu na administração da capela
das Chagas na igreja de Santa Maria do Castelo de Torres Vedras.
sua mulher D. Ambrósia de Aguiar Henriques.
Tiveram:
5. D. VICÊNCIA (n. 1652), baptizada a 23IX-1652 na freguesia de Ponte do Rol,
concelho de Torres Vedras. Foi freira.
concelho de Torres Vedras. Foi freira.
5. RAFAEL BOTADO DE ALMEIDA (1653-1721), que segue abaixo.
5. D. AMBRÓSIA.
5. D. INÊS.
5. D. ANTÓNIA, freira.
5. Frei MIGUEL, frade Capucho.
5. JOÃO BOTADO DE ALMEIDA.
5. RAFAEL BOTADO DE ALMEIDA (1653-1721),
baptizado a 29-XII-1653 na fre-
guesia da Ponte do Rol, concelho de Torres Vedras. Faleceu a 25-I-1721 no
Turcifal.
Foi capitão da infantaria auxiliar de Torres Vedras, senhor da Quinta da Ponte
do Rol e familiar do Santo Ofício[5].
Casou com D. LUÍSA FRANCISCA DE BRITO E MIRANDA, filha de Agostinho
de Barros Henriques Pato (c. 1640) e de D. Maria de Brito Miranda.
Vivia ainda casada em 1709, mas não teve geração do seu casamento.
De D. MARIA DA SILVA, teve bastardos:
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Brasão do Santo Ofício. |
guesia da Ponte do Rol, concelho de Torres Vedras. Faleceu a 25-I-1721 no
Turcifal.
Foi capitão da infantaria auxiliar de Torres Vedras, senhor da Quinta da Ponte
do Rol e familiar do Santo Ofício[5].
Casou com D. LUÍSA FRANCISCA DE BRITO E MIRANDA, filha de Agostinho
de Barros Henriques Pato (c. 1640) e de D. Maria de Brito Miranda.
Vivia ainda casada em 1709, mas não teve geração do seu casamento.
De D. MARIA DA SILVA, teve bastardos:
6. FRANCISCO BOTADO DA GUARDA (f. 1720), falecido a 16-XI-1720 no
Turcifal.
Turcifal.
6. D. JOSEFA BOTADO, casada com JOSÉ DE ALMEIDA, pintor, morador
em Lisboa. Tiveram geração que
desconhecemos.
___________________
Notas:
em Lisboa. Tiveram geração que
desconhecemos.
___________________
Notas:
[1] Este RUI
DIAS TRIGUEIROS pode ser sido um dos netos de ANTÓNIO TRIGUEIROS (c. 1500), e,
nesse
caso, teria casado mais do que uma vez, pois sabemos que um do mesmo nome foi moço de câmara de
sua Majestade, senhor da Quinta da Macheia, em Matacães, casado com D. Florença do Rego (Cf. REGO,
João Figueiroa, «As Nobrezas secundogénitas …», in História e Genealogia, n.º 2, pp. 75-109 (Córdova,
Universidade de Córdova, 2012), p. 93.
caso, teria casado mais do que uma vez, pois sabemos que um do mesmo nome foi moço de câmara de
sua Majestade, senhor da Quinta da Macheia, em Matacães, casado com D. Florença do Rego (Cf. REGO,
João Figueiroa, «As Nobrezas secundogénitas …», in História e Genealogia, n.º 2, pp. 75-109 (Córdova,
Universidade de Córdova, 2012), p. 93.
[2] Alertamos
o leitor para o facto de, ao longo da investigação que fizemos sobre estas
famílias, fomos encontrando vários homónimos cronologicamente próximos, os
quais por sua vez terão feito vários casamentos, o que dificulta a sua cabal
identificação. Pelos erros involuntários, decorrentes da complexidade deste
trabalho, desde já apresentamos as nossas desculpas.
[3] A Capela da Chagas foi fundada por
Acácio Botado, Bispo de Siguenza depois de ter sido Capelão-mor da Rainha
Imperatriz D. Isabel de Portugal, mulher do Imperador Carlos V do Sacro Império
Romano-Germânico.
[4] Nesta família há vários João Botado de
Almeida, mas este parece ser o que foi juiz da Alfândega de Goa. Cfr. ANTT,
Chancelaria de D. João VI, Liv. 10, p. 16 v.º
[5] O Tribunal do Santo Ofício era presidido pelo
inquisidor-mor e coadjuvado pelo Conselho Geral, e incluía os promotores,
escrivães, notários, deputados, meirinhos, alcaides do cárcere, solicitadores e
porteiros. Na base da pirâmide estavam os familiares, que desempenhavam
por vezes funções inquisitoriais mas tinham, na sua maioria, um papel pouco
activo, servindo-lhes o estatuto de familiar essencialmente objectivos de ordem
social e de certificado da chamada "limpeza de sangue". A
admissão dos familiares era precedida de um processo de habilitação em que os
candidatos deveriam apresentar as suas genealogias – pais e avós, filhos e
outros parentes de referência, nomeadamente já admitidos como familiares; as
suas respectivas naturalidades e residências e outros dados considerados
relevantes para o processo, posteriormente averiguados e confirmados. Eram
ouvidas testemunhas e recolhidos os seus depoimentos sobre o carácter e
personalidade dos candidatos, suas vidas familiares e sociais, condições
financeiras, ocupação profissional, etc.
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